O clarão de um relâmpago entra pela janela do hotel, juntamente com o estrondo de seu trovão, acordando de forma assustadora o hóspede. Obviamente, após ver um vulto passar por sua janela, ele agradece em seus pensamentos por ter sido acordado por um trovão e não por... outra coisa. Ele levanta-se rapidamente e põe seu longo casaco, agarrando em seguida sua longa espada, que no momento refulgiu em decorrência de um outro relâmpago. Ele então pula pela janela do quarto 302 e sai correndo desesperadamente, como se sua vida dependesse disso. E talvez dependa...
Pessoas normais achariam aquela tempestade de relâmpagos fora de época meramente estranha. Mas Christopher a considerava um presságio: os caçadores estavam por perto, fechando o cerco a alguma presa, possivelmente ele mesmo.
As estrelas do céu estavam escondidas atrás de nuvens, deixando aquela noite mais escura que o habitual, por causa deste fato, notaríamos sobre Chris apenas sua grande estatura e seus longos cabelos balançando conforme ele corria. Já dos hábeis caçadores, seriamos considerados seres com visão extraordinária se víssemos sua mera silhueta negra, espreitando-se em cada esquina, em cada beco. Chris podia não ser tão silencioso quanto eles, mas não era menos ágil. Ele já havia escapado destes "predadores" mais vezes que sua memória permitiria que se recordasse, raramente travava batalhas com eles.
Desta vez, escapar parecia inviável, pois nunca antes havia visto um grupo tão grande de caçadores para uma presa só. A cada passo que dava, encontrava-se ainda mais cercado, até que decidiu parar em uma pequena praça perto do centro da cidade. Por mais bela que fosse a praça, com seus bancos bem trabalhados em mármore, seus canteiros de flores que pareciam-se com prata pura a cada relâmpago, envolta de um chafariz esculpido na forma de um anjinho, não era esse o seu motivo para parar, muito menos a sua fadiga. Sua espada era longa demais para lutar com tantos em espaços tão pequenos como os becos de Londres. Creio que comentar que esta é uma história muito antiga, de meados do século XIX, ajudaria na visualização da estrutura dos prédios, das ruas e dos becos.
Ao entrar na praça, um grande cão negro uivou e correu para longe, possivelmente assustado com o inesperado visitante à sua moradia. Menos de trinta segundos e ele já estava completamente cercado, na mira de muitos olhos e flechas afiadas. Ele notou que haviam sete dos caçadores, e apenas um Chris. Ele já esperava que os sete estivessem caçando, e não procurando algum velho amigo para conversar. Aquele que parecia ser o líder do grupo limitou-se a um curto comentário — Estávamos atrás de outro alvo, mas não pudemos deixar de notar o modo que tu fugias, como um ladrãozinho barato. Mas se não estou erroneamente reconhecendo sua espada, tu também estás na nossa lista de caça. Quanta sorte nossa tu seres tão estúpido!
Antes mesmo de pensar em qualquer possível resposta, um caçador disparou uma flecha pelas suas costas, mas como disse antes, Chris não era menos ágil que os caçadores, e num giro defendeu-se da flecha com sua espada. houve um outro relâmpago, e então um dos caçadores viu seus olhos castanho-claros, num rosto largo e magro. Esta foi a ultima coisa que o caçador viu, pois um único balançar da lâmina que Chris portava foi o suficiente para interromper sua vida. É perceptível o fato de que ele não era um homem de muitas palavras, ainda mais com quem tentava matá-lo. Os caçadores, evidentemente não estavam no momento com armaduras boas o suficiente para protegê-los daquela lâmina, eles estavam caçando algo menos feroz. Mas isso não era suficiente para assustá-los, pois estavam em maior número.
Um deles partiu para cima dele, tentando distraí-lo com uma faca, enquanto outro atirou de longe uma flecha em direção ao flanco esquerdo de Chris. Esta ultimo personagem rolou para frente para desviar da flecha, ao mesmo tempo que causa um corte profundo de seu adversário mais próximo, e rolando de volta para trás, atira uma adaga entre os olhos do arqueiro.
Ao mesmo tempo vem mais três caçadores para cima dele. O primeiro pulou e atacou por cima, mas sua mão fora decepada por um outro balançar da lâmina de cristal, e ele caiu aos berros sufocados, criando uma pequena poça de sangue em volta do cotoco do braço. Os outros dois não pularam, mas atacaram também com suas espadas curtas e rústicas por cima, ao mesmo tempo. A espada de Chris era bastante longa, e por isso defendeu-se dos ataques com a lâmina e com o cabo dela. Em meio a essa distração, ele é apunhalado no abdomen inferior e solta um berro terrível, que provavelmente acordou todos num raio de meia milha de distância da praça.
Chris empurrou-os para trás e atravessou o peito de um deles com sua espada, e a garganta do outro, cortou com a própria faca que retirou de sua barriga.
O líder dos caçadores não pareceu amedrontado — Parece que deparâmo-nos com uma presa bastante arisca. Mas agora somos só nós dois — então sacou sua longa espada de aço, que reluzia à luz dos relâmpagos — Eu não sou tão inexperiente quanto eles!
— Independente de sua experiência — Respondeu então Chris, com um sorriso malévolo no rosto — Não podes me matar, talvez nem mesmo me arranhe! — Caindo nessa provocação barata,, o caçador ficou furioso, e com isso iniciou-se uma batalha feroz. Ambos atacavam e defendiam com muita habilidade, e a princípio nenhum sobrepujava ao outro.
Em meio a essa luta, o caçador gritou — Você matou meu único irmão! Maldito seja por toda a eternidade!
— Maldito já sou — retrucou Chris, soltando uma leve gargalhada, e tomando um ar mais severo em seu rosto, completou — Matei muitos irmãos, muitos pais, muitos filhos, desculpe minha indelicadeza, mas não me lembro de todos... — Seu olhos pareciam-se com prata fria e clara, demonstrando até mesmo uma espécie de sabedoria oculta em sua idade aparente — Ele então empurrou seu adversário para trás, que caiu sentado e disse — Sabes porque não fostes enviado antes para me caçar? Por que é muito impaciente! A fraqueza que sua raiva lhe impõe é maior que sua experiência e sua força juntas!
Chris então desce com sua espada por sobre o caçador, que despertado por aquelas palavras consegue defender-se por reflexo. Ele então diz — Quando eu tinha tua idade, só havia um caçador melhor que eu, e ele morreu na guerra de 300 anos atrás! — ele então exerce uma força maior sobre sua espada, que corta a do adversário como uma faca corta manteiga, e com esse golpe o caçador sucumbe, agonizante.
O jovem caçador tenta então falar algo, mas sua garganta já estava cheia de sangue, e seu ultimo ato foi levantar a mão que fora amputada 10 segundos atrás. Sete vultos parecidos com nuvens enegrecidas saem dos cadáveres e vão em direção a lâmina de Chris, que as recebe e brilha obscuramente por um breve segundo.
Chris não suspeitou, mas nem todas as palavras do caçador eram verdadeiras, pois assim que a espada cortada caiu ao chão, uma flecha atravessa o peito de Chris, que cai com um baque abafado. O caçador não estava sozinho. O pequeno e silencioso arqueiro que alvejou Chris desce então de um prédio pequeno num salto seguido uma cambalhota. Ele levanta-se e vai buscar o troféu que lhe custou tão caro: a cabeça e a espada de Chris.
A surpresa e o pavor tomam conta do caçador, ao ver um morto levantar-se, e ele então cai para trás. A queda fez com que sua máscara em forma de leão caia, revelando um belo e apavorado rosto: uma caçadora! Ela corre desesperadamente do monstro a sua frente, pois não havia nenhuma possibilidade de que ela saberia que seu destino foi traçado àquela noite.
Antes mesmo de pensar em qualquer possível resposta, um caçador disparou uma flecha pelas suas costas, mas como disse antes, Chris não era menos ágil que os caçadores, e num giro defendeu-se da flecha com sua espada. houve um outro relâmpago, e então um dos caçadores viu seus olhos castanho-claros, num rosto largo e magro. Esta foi a ultima coisa que o caçador viu, pois um único balançar da lâmina que Chris portava foi o suficiente para interromper sua vida. É perceptível o fato de que ele não era um homem de muitas palavras, ainda mais com quem tentava matá-lo. Os caçadores, evidentemente não estavam no momento com armaduras boas o suficiente para protegê-los daquela lâmina, eles estavam caçando algo menos feroz. Mas isso não era suficiente para assustá-los, pois estavam em maior número.
Um deles partiu para cima dele, tentando distraí-lo com uma faca, enquanto outro atirou de longe uma flecha em direção ao flanco esquerdo de Chris. Esta ultimo personagem rolou para frente para desviar da flecha, ao mesmo tempo que causa um corte profundo de seu adversário mais próximo, e rolando de volta para trás, atira uma adaga entre os olhos do arqueiro.
Ao mesmo tempo vem mais três caçadores para cima dele. O primeiro pulou e atacou por cima, mas sua mão fora decepada por um outro balançar da lâmina de cristal, e ele caiu aos berros sufocados, criando uma pequena poça de sangue em volta do cotoco do braço. Os outros dois não pularam, mas atacaram também com suas espadas curtas e rústicas por cima, ao mesmo tempo. A espada de Chris era bastante longa, e por isso defendeu-se dos ataques com a lâmina e com o cabo dela. Em meio a essa distração, ele é apunhalado no abdomen inferior e solta um berro terrível, que provavelmente acordou todos num raio de meia milha de distância da praça.
Chris empurrou-os para trás e atravessou o peito de um deles com sua espada, e a garganta do outro, cortou com a própria faca que retirou de sua barriga.
O líder dos caçadores não pareceu amedrontado — Parece que deparâmo-nos com uma presa bastante arisca. Mas agora somos só nós dois — então sacou sua longa espada de aço, que reluzia à luz dos relâmpagos — Eu não sou tão inexperiente quanto eles!
— Independente de sua experiência — Respondeu então Chris, com um sorriso malévolo no rosto — Não podes me matar, talvez nem mesmo me arranhe! — Caindo nessa provocação barata,, o caçador ficou furioso, e com isso iniciou-se uma batalha feroz. Ambos atacavam e defendiam com muita habilidade, e a princípio nenhum sobrepujava ao outro.
Em meio a essa luta, o caçador gritou — Você matou meu único irmão! Maldito seja por toda a eternidade!
— Maldito já sou — retrucou Chris, soltando uma leve gargalhada, e tomando um ar mais severo em seu rosto, completou — Matei muitos irmãos, muitos pais, muitos filhos, desculpe minha indelicadeza, mas não me lembro de todos... — Seu olhos pareciam-se com prata fria e clara, demonstrando até mesmo uma espécie de sabedoria oculta em sua idade aparente — Ele então empurrou seu adversário para trás, que caiu sentado e disse — Sabes porque não fostes enviado antes para me caçar? Por que é muito impaciente! A fraqueza que sua raiva lhe impõe é maior que sua experiência e sua força juntas!
Chris então desce com sua espada por sobre o caçador, que despertado por aquelas palavras consegue defender-se por reflexo. Ele então diz — Quando eu tinha tua idade, só havia um caçador melhor que eu, e ele morreu na guerra de 300 anos atrás! — ele então exerce uma força maior sobre sua espada, que corta a do adversário como uma faca corta manteiga, e com esse golpe o caçador sucumbe, agonizante.
O jovem caçador tenta então falar algo, mas sua garganta já estava cheia de sangue, e seu ultimo ato foi levantar a mão que fora amputada 10 segundos atrás. Sete vultos parecidos com nuvens enegrecidas saem dos cadáveres e vão em direção a lâmina de Chris, que as recebe e brilha obscuramente por um breve segundo.
Chris não suspeitou, mas nem todas as palavras do caçador eram verdadeiras, pois assim que a espada cortada caiu ao chão, uma flecha atravessa o peito de Chris, que cai com um baque abafado. O caçador não estava sozinho. O pequeno e silencioso arqueiro que alvejou Chris desce então de um prédio pequeno num salto seguido uma cambalhota. Ele levanta-se e vai buscar o troféu que lhe custou tão caro: a cabeça e a espada de Chris.
A surpresa e o pavor tomam conta do caçador, ao ver um morto levantar-se, e ele então cai para trás. A queda fez com que sua máscara em forma de leão caia, revelando um belo e apavorado rosto: uma caçadora! Ela corre desesperadamente do monstro a sua frente, pois não havia nenhuma possibilidade de que ela saberia que seu destino foi traçado àquela noite.